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Octavio Fontana e Beatriz Philomena De Noni 

Octávio Fontana, filho de Fiorindo Fontana e Maria Benincá Fontana, nasceu em Criciúma – SC, no Bairro Naspolini, em 25 de setembro de 1926.

Octávio estudou só até o terceiro ano do antigo primário devido a problemas de saúde. Por isso, quando adolescente, estudava a matemática, principalmente a tabuada. No engenho de cana-de-açúcar, enquanto faziam cachaça, conta seu irmão Elias, que Octávio, nas horas de folga, transformava um pedaço de tábua em lousa e, usando carvão como lápis, enchia a tosca tábua de contas. Não havendo mais lugar para rabiscar, com um trapo, apagava tudo e fazia outras contas.

Ajudava a família no cultivo do milho, feijão, aipim, cana e  banana e, também, no engenho  no  preparo do açúcar grosso, melado e  cachaça. Com o irmão Elias, fabricava cabos de picareta com madeira extraída da propriedade da família, vendidos para o irmão mais velho, Anibal, que tinha uma ferraria na mina de São Simão.

Octávio saiu, definitivamente, da roça aos 20 anos e foi trabalhar de balconista no armazém de seu cunhado, José Daros, em São Simão. Com o tempo, devido a outras atividades de seu cunhado, Octávio tornou-se sócio no armazém e, mais tarde, o seu único dono. Iniciando, assim, sua carreira de empresário

O armazém era no velho estilo “secos e molhados”: panelas, fumo de corda, cereais, tecidos, etc. No mesmo terreno, ficava o matadouro onde era abatido o gado, cuja carne, também, era vendida no armazém. O armazém não existe mais, mas estava localizado no terreno em frente ao mercado do Clério e o açougue, no mesmo terreno, mas em frente a casa do Arnaldo da Rosa.

Por quase 30 anos, o carvão foi o centro da vida de Octávio. Toda a sua trajetória empresarial foi calcada na mineração do carvão. A ligação com a mineração começou no final da década de 50 com a aquisição de uma concessão da antiga CBCA, companhia responsável pela exploração do carvão em São Simão, na antiga Mina da Poeira, no final do Loteamento do Camilo. No final da década de 60, os empreiteiros que exploravam esta mina, abriram outras minas no mesmo morro ao lado da estrada que vai para o Artur Zilli e Mina do Toco. Nesta época uma lei federal modificava o sistema de cotas e extração do carvão. A CBCA, proprietária das concessões, reuniu os empreiteiros que atuavam naquela área – Otávio Fontana, José Daros e João Carlos Pianta – numa só empresa. Desta união, nasceu a Mineração São Simão. Em pouco tempo, os dois sócios desfizeram-se de suas cotas. A maior parte foi adquirida por Otávio Fontana e a restante por Jovenil Zilli, funcionário da própria Mineração, amigo e compadre.

A partir da década de 70, a empresa expandiu-se com a retomada da exploração da antiga Mina do Tonin localizada entre os bairros São Simão e Naspolini. Foi neste local que a Mineração São Simão teve seus melhores momentos, com a abertura de uma segunda mina, a Mina da Minhoca. Em plena expansão, Octávio continuou a aumentar a extração de carvão, abrindo sua última mina, a Mina do Porco, assim apelidada pelos mineiros, por localizar-se perto de uma granja de porcos. É a atual mina onde, agora, funciona a Mina de Visitação Pública Octávio Fontana.

Ainda na década de 70, foi sócio da Carbonífera Palermo na extração de carvão em Palermo, Lauro Müller (SC), em Rio Hipólito, Orleans (SC) e na localidade de Capané em Cachoeira do Sul (RS)..

Octávio Fontana faz parte de uma geração de homens que saiu da roça, sem estudo e enveredou para a vida empresarial na base do “tato e do faro”, movida pela vontade de mudar. Levada pela determinação, senso de oportunidade, perseverança e ousadia marcou época em Criciúma e região.

Era conhecido por sua educação, simplicidade e bondade no trato com as pessoas, e por sua dedicação pelo bairro São Simão. Proprietário de um automóvel e um caminhão, estava sempre disposto para atender os constantes chamados para levar doentes e mulheres grávidas ao hospital a qualquer hora do dia ou da noite.

Numa época em que não havia associação de bairro, Octávio sempre se colocou ao lado da comunidade nas reivindicações e realizações. Esteve junto na construção da nova capela do bairro e do “botico”, inclusive, contribuindo com a doação de terra.

A principal rua do Bairro leva o nome de Rua Octávio Fontana

Otávio Fontana faleceu em 5 de janeiro de 1988, com 61 anos de idade.

Em 7 de fevereiro de 1953, Octávio casou-se em Cocal do Sul (SC), com Beatriz Philomena De Noni. Recém-casados foram morar na Linha Batista, onde Beatriz era professora titular da escola pública. Octávio continuou trabalhando no armazém. Fazia diariamente o trajeto Linha Batista – São Simão – Linha Batista de bicicleta. No início de 1954, alugou a casa da Linha Batista e veio morar em São Simão, na propriedade adquirida de João Benincá, seu tio. Esta propriedade é a mesma onde está o atual “Bar do Surdo”, ao lado do acesso do cemitério. Com a mudança para São Simão, Beatriz continuou lecionando na Linha Batista. Agora quem tinha que fazer este trajeto era ela e o fazia de aranha, puxado por um cavalo. A condução da aranha era feita por um aluno que o morava em São Simão, mas estudava na Linha Batista.

Em abril de 1954 nasceu o primeiro filho do casal, que levou o nome de Fiorindo, em homenagem ao avô paterno, que tinha falecido um mês antes. Depois do período de licença maternidade, Beatriz foi transferida para a Escola do Bairro São Simão. Foi professora desta escola até 1962, quando deixou de lecionar para se dedicar à família, que já era formada por seis filhos.

Antes de lecionar na Linha Batista, Beatriz foi professora na localidade de Montanhão, município de Siderópolis, para onde foi nomeada após concluir o curso de Normalista no Colégio Lapagesse, em Criciúma.

Beatriz Philomena De Noni, filha de Luiz De Noni e Luiza Soligo, nasceu em Cocal do Sul, em 23 de agosto de 1930. Passou a infância na Linha Tigre, onde os seus pais moravam e fez seus primeiros estudos Grupo Escolar Padre Schuller. 

Com 82 anos, Beatriz, faleceu em 28 de março de 2013, em Criciúma, SC.

 DESCENDÊNCIA DE OCTÁVIO FONTANA E BEATRIZ PHILOMENA DE NONI

(clique em cima do nome do filho para ver a árvore genealógica completa)

  1. Fiorindo José, casado com Berenice de Almeida Afonso. Filhos: Otávio Augusto, Fiorindo Júnior, Lara Raquel e Lívia Maria
  2. Maria Luiza, casada com Alexandre Melchior Rodrigues: Filhos: Manuela Beatriz, Alexandre Filho e Lucas Henrique
  3. Carmen Luzia, casada com Édio José Del Castanhel. Filhos: Aline, Melina e Édio Filho
  4. Luiz Carlos, casado com Maria do Carmo Custódio. Filhos: Maria Luiza e Luiz Carlos
  5. Albertina Raquel, casada com Harilton Silva Bez Batti. Filhos: Beatriz e Caetâno
  6. Maria Dolores, casada Luiz Baldin: Filhos: Luiz Otávio e Bruno Elias
Casamento de Beatriz e Octávio em fevereiro de 1953

Casamento de Beatriz e Octávio em fevereiro de 1953

 

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