Criciúma - Santa Catarina|sexta-feira, maio 20, 2022
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Leonel Manoel Bento e Leodonir Teresa 

Leonel nasceu no dia 22 de julho de 1922, em São Martinho, município de Tubarão. Era filho de Manoel Bento e de Júlia Bento.

Logo após o nascimento, os seus pais se mudaram de Tubarão para uma propriedade da família Ferro entre a Vila São Jorge e Mina do Toco, em Criciúma, para trabalhar como caseiros. Na juventude, Leonel deixou a Vila São Jorge e transferiu-se para Criciúma, no Bairro Pio Correia, perto do Sesi, onde já residiam os seus parentes. Ficou aí até completar a idade de poder trabalhar na mina.

Na mesma época em que atingiu a maioridade para trabalhar na Mina, abriu a Mina do Galo, antes do corte da Rodovia 445, em frente ao terreno que era do Antônio Gobbo. Foi nesta mina que Leonel começou a exercer a profissão de mineiro.

Atrás do Hospital São José tinha uma vila e nesta vila morava Leodonir, com que Leonel começou a namorar. Do namoro, surgiu o noivado e, em seguida, o casamento. Porém, antes de encontrar a Leodonir, Leonel estava namorando outra pessoa do bairro, mas terminou o namoro para começar a namorar a Leodonir. Os familiares da ex namorada não gostaram nada da história e juraram Leonel de morte. Para não se encontrar com os desafetos, Leonel mudou-se para Florianópolis e lá permaneceu por algum tempo, até as coisas se acomodarem por aqui. Quando voltou, se reencontrou com Leodonir e namoraram até se casarem.

Assim que casou, transferiu-se para a Mina Tonin, onde residiu até o final de sua vida. Da Mina Tonin ia trabalhar na mina da PR, que era da CBCA, ao lado a igreja da Mina do Mato. Como era estabilizado, o Dr. Sebastião transferiu Leonel para a mina do José Darós, na Poeira, como forma de pressão para que solicitasse demissão. Ainda antes de completar o tempo de aposentadoria, José Darós encaminhou-o de volta para a PR. O pessoal da CBCA, entretanto, mandou Leonel para trabalhar na nova mina que estava sendo aberta no Sangão. A aposentadoria era a meta de Leonel e ele resistiu a estas pressões, permanecendo firme no trabalho até alcançar a almejada aposentadoria.

Durante algum tempo na Operária do Tonin, Leonel colocou uma bodega com uma rinha de galo, para poder ter uma renda fora da mina. A experiência não foi muito boa, porque os próprios filhos consumiam os refrigerantes e outras guloseimas, fazendo Leonel desistir da bodega, transferindo-a para o amigo e compadre Chico.

Leonel gostava muito de música e tocava muito bem pandeiro. Com mais alguns amigos, como Dico Sasana, tinham um conjunto que animava os bailes e domingueiras na região. Outra marca de Leonel era a sua bicicleta. Era o seu meio de locomoção. Não importava o trajeto, a bicicleta era sua companheira inseparável. Subia e descia o morro do Jacaré, entre São Simão e a sua residência, na antiga Operária da Mina Tonin e depois, Mina São Simão, com facilidade.

Após se aposentar na mina, trabalhou com diversas pessoas em São Simão: no bananal do Benito Casagrande, com o Otávio Casagrande (Chacrinha) e com o Dico Sasana, com o Vaio Kanareck, no corte de eucalipto.

Como gostava de música e não se tinha muita opção de diversão nos finais de semana, Leonel ligava o rádio e organizava os bailes na sua casa entre a família. Enquanto tocava a música, todos dançavam. Na hora da propaganda, saiam da sala e iam para a cozinha tomar caipirinha. E assim se passaram muitos domingos.

Certo dia, com 65 anos de idade, levou uma picada de aranha, que estava alojada dentro da bota. Vinte e cinco dias de internado no hospital, veio a falecer.

Leodonir, era filha de Antônio Teresa e Maria Faustina Rosa. Nasceu em São Ludgero. Como conviveu muito com os alemães aprendeu a falar com eles em alemão. Em São Ludgero, estudou até o segundo ano primário.

Com a idade de treze anos veio com seus pais para o Pio Correia, para trabalhar na Mina. Leodonir também passou a trabalhar como escolhedeira de carvão.

Com 18 anos, quando se casou com Leonel, deixou o trabalho na mina, para dedicar-se ao lar e a criação dos filhos. Além disso, cuidava do quintal e das criações para o sustento da família. Para ajudar no orçamento doméstico, durante muito tempo lavou muita roupa para fora. A roupa era lavada na fonte, que ficava perto de casa.

Leodonir faleceu com 57 anos de idade. O casal está enterrado no cemitério de São Simão.

Descendência de Leonel Manoel Bento e de Leodonir Teresa

01. Valdir, solteiro
02. Valdeli, casada com Salvatino Pereira. Filhos: Hamilton, Airton, José Paulo, Albertino, Josué e Elias.
03. Valdeci,
04. Maria da Graça, casada com Pedro Alano. Filhos: Patrícia e Letícia (adotivas)
05. Valdemar, casado com Sidnei. Filhas: Ana Paula, Gisele e Douglas.
06. Maria Terezinha, casada com José Saturnino. Filhas: Sílvia e Cibele.
07. Albertino, casado com Diza Lealcina. Filhos: Anderson e Aília
08. Albertina, casada com Genoir Davide. Filhos: Maicon e Michael
09. Maria Rosa, casada com Luiz Vargas (divorciado). Filhos: Daiane, Alexandre e Jonas. Casada com Valdemar Miranda (divorciado). Filho: Lucas.             Casada com Rogério. Filhas: Daniele e Daiara. 
10. Marlene, casada com Dilzo Borges Pereira. Filhos: Juliana, Cristiane e Daniel

11. Fabrícia (adotiva), casada com Rodrigo. Filho: Pedro Henrique

 

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