Criciúma - Santa Catarina|sábado, julho 11, 2020
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Ignácio Mizejeski e Tereza Racicki Tisner 

Ignácio nasceu no dia 31 de julho de 1930, em Linha Anta. Filho de José Mizejeski e de Ana Wrotskoscki. Era o segundo filho da família, com 9 irmãos.

Até os 12 anos viveu na Linha Anta. A partir desta data os pais foram residir em Santa Cruz, no município de Içara.

Frequentou a escola por dois anos e meio em Linha Anta. Inácio sempre se destacou na escola, sendo um dos primeiros da classe. A partir desta data teria que ir para o colégio, mas com os pais não tinham condições de mantê-lo na escola, deixou os estudos.

Como era costume naquela época, já com seis anos tinha que ir para a roça auxiliar o pai nas atividades da lavoura. Lembra que ia de pé descalço, mesmo no inverno. O primeiro par de calçados só foi usado com 12 anos, na primeira comunhão.

Na lavoura, a família plantava arroz, feijão, milho, mandioca. Muito da produção era para o sustento da família. O feijão e a mandioca, depois de retirar o que a família usava, eram vendidos na região, para completar a renda. Além da produção da agricultura, a banha de porco produzida na propriedade era comercializada na região.

Dos 12 até os 21 anos, viveu na localizada de Santa Cruz, junto com os pais, auxiliando nas atividades da propriedade – lavoura e criação de gado e porco.

A diversão nesta época de jovem era, principalmente, o futebol. Ignácio teve que abandonar as partidas de futebol, depois de um jogo, quando, ao chutar a bola, chutou o chão, dobrando o dedão e arrancando a unha. Desde dia em diante, deixou de praticar o esporte.

Quando completou 21 anos, como muitos jovens faziam, se fichou na mina Mauá, no bairro São Cristóvão. Começou como ajudante e em seguida passou à função de mineiro. De 1950 a 1952, ficou esta mina.

Com convite dos ex vizinhos da Içara, os Della Bruna, foi trabalhar na Mina do Tonin, onde conseguiu um salário melhor. Como o trabalhava no Tonin, mudou-se com a família, para a mesma localidade da mina.

Em busca de um salário melhor, transferiu-se a Linha Batista, para a mina dos italianos Irmãos Miraglia. Como as promessas não foram cumpridas, depois de 4 meses, retornou para a CBCA, para trabalhar na Mina do De Noni, em São Simão. Por 3 anos, até 1959, trabalhou na mina, quando teve um problema de saúde e, no final de um período de 12 meses de afastamento, recebeu a aposentadoria. Depois de cinco anos de aposentado, Ignácio mesmo solicitou a suspenção da aposentadoria, mas o encarregado da CBCA disse que era impossível de isto acontecer. Retornou com o ele ao INSS e reverteu a suspensão. Permanece aposentado até esta data.

Com a vinda para trabalhar na mina do De Noni, em 1956, trouxe a família para morar em São Simão, onde permanece até hoje.

Por 10 anos trabalhou no Hotel Brasil, no centro de Criciúma, de propriedade do Hilário Milanez.

Durante um ano, trabalhou nas terras do Honório Búrigo, onde hoje é o Clube Mampituba. Junto com o Arlindo Broca, cortou 84 m3 de madeira, a base de serrote e machado.

Em 1975, comprou o Bar São Jorge, na rua Cel. Pedro Benedet. Deixou o bar para os filhos administrarem, a partir de 1984. A convite de um amigo, Ivo Nuerenberg, entrou de sócio no Círculo São José. Em sociedade, com este mesmo amigo, compraram a exploração do bar do Círculo São José. Trabalhou nesta atividade por sete anos, quando a Paróquia São José decidiu solicitar a área em que estava o Círculo para fazer um estacionamento. Em negociação com o prefeito Altair Guidi os sócios do Círculo conseguiram um espaço para se instalarem atrás da Casa da Cultura, também na Praça Nereu Ramos. Com esta transferência, Inácio decidiu não continuar com a exploração do bar. Permanece até hoje como sócio fundador deste novo Círculo. O encerramento das atividades de exploração do bar do Círculo aconteceu em 1991.

No bairro São Simão, Ignácio fez parte da diretoria da Capela. Durante vários anos os diretores cuidavam da manutenção da igreja e administravam o botico, em sistema de rodízios entre eles. O botico era o lugar de encontro das pessoas de São Simão, principalmente dos homens, onde praticavam vários jogos com baralho e utilizavam a canha de bocha. No início a atividade era voluntária. Depois que foi construído um novo botico, mais confortável e espaçoso, a renda arrecada passou a ser dividida entre os responsáveis e a capela.

Durante este período também exerceu o cargo de presidente da diretoria da capela. Neste cargo e mesmo fora dele, sempre esteve presente nas reivindicações para melhorias do bairro.

Casou-se com Tereza em 08 de setembro de 1951, na Içara. A família é composta de 5 filhos.

Teresa, nasceu na Vila Nova, em Içara, em 02 de junho de 1934. Filha de Cristiano Tisner e Rosália Raicik. Com cinco anos perdeu o pai. A mãe, viúva, casou-se com um dos tios do Inácio, que também era viúvo. Como passaram a viver na mesma localidade e perto, o namoro aconteceu por acaso. Quando casaram, Tereza tinha 17 anos e Inácio 21 anos.

Para auxiliar nas despesas da casa Teresa lavava roupa para senhoras da cidade. Antes ser construída a atual estrada Críciúma-Cocal, a lavação era feita numa fonte ao lado da casa. Depois, a atividade passou a ser feita na própria casa.

Durante a época em que Inácio tinha o bar e explorava o Círculo São José, Tereza era que fazia os salgados vendidos aos clientes. Todos os tipos de salgados eram feitos por ela: coxinha, risoles, pastéis de banana e de carne, entre outros. Vários fregueses faziam questão de tomar café no bar, para degustar os salgados feitos por Tereza.

Tereza tinha um dom – benzer pessoas acometidas de alguns males, como cobreiro e esporão. Este dom ela começou a colocar em prática, quando tinha a idade de 8 anos, ao benzer um cobreiro do padrasto. São várias as pessoas que tiveram a cura destas enfermidades, graças a seu trabalho de benzedura.

Depoimento e fotos fornecidos por Ignácio

Descendência de Ignácio Mizejeski e Tereza Racicki Tisner

  1. Maria de Fátima, casada com Luiz Carneato. Filho: Cristiano
  2. Salete, casada com Ângelo Crema. Filhos: Marcos, Marcelo e Ângelo Jr
  3. Simão, casado com Vilma Gobbo. Filhos: Saimon e Simone
  4. José Neto, casado com Valdete Custódio. Filhos: Clarissa e João Paulo
  5. Izabel, divorciada de Francisco Fontana. Filhos: Alice e Igor. Em segundo casamento com Pedro Puziski.

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