Criciúma - Santa Catarina|terça-feira, julho 7, 2020
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Frederico Sazam (Dico) e Jecioni Maria Souza Sazan 

Frederico Sazan, nasceu no dia 26 de janeiro de 1933, em Lauro Muller, na época município de Orleans.

Filho de Domingos Carlos Sazan e de Emília Kucker. Era o penúltimo filho de 9 irmãos, cinco filhos homens e quatro filhas mulheres.

Frederico viveu até, aproximadamente, os 4 anos em Lauro Muller. A partir desta época, seus pais foram morar na cidade de São Paulo, para trabalhar na abertura de estradas. A viagem da família foi feita de navio, a partir do porto de Laguna ou Imbituba.

Frederico viveu, mais ou menos, quatro anos em São Paulo. Retornou para Lauro Muller acompanhando a sua irmã, que veio para casar. Nessa época, tinha 7 anos de idade. O restante da família retornou de São Paulo, tempos depois, e se estabeleceu em Criciúma, em terreno onde hoje é o Colégio São Bento. Com o retorno dos pais para Criciúma, Frederico veio de Lauro Muller para morar com eles.

Como o pai veio trabalhar nas minas em São Simão, a família se transferiu para o bairro. Inicialmente, moraram em uma casa no terreno de Antônio Denoni. Aqui, em São Simão, Frederico frequentou a escola até o 3º ano primário, que era o que tinha. Para continuar os estudos teria que ir para Criciúma estudar no Lapagesse. A dificuldade de locomoção fez com que deixasse os estudos.

Aos 14 anos foi trabalhar de ferreiro da mina do seu Abramo Zilli. Exerceu esta atividade até atingir a idade de 21 anos, quando passou a trabalhar na extração de carvão, como mineiro. Diante de um problema de saúde, aposentou-se da mina, com aproximadamente 30 anos de idade.

A partir desta idade, passou a trabalhar na roça para poder completar o sustento da família. Por muitos anos cuidou do bananal do Benito Casagrande e seu sócio Angeloni e em outras roças da do bairro.

Desde pequeno sempre gostou de música. Com 7 anos de idade já tocava cavaquinho. Com o tempo passou a tocar outros instrumentos, mas o preferido era a gaita ou acordeon. Ainda solteiro, fez uma experiência para tocar numa banda em Porto Alegre. Ficou por lá um mês, mas resolveu retornar para Criciúma.

Em Criciúma, Frederico montou um conjunto, que animava os bailes na região, desde Porto Alegre. Um local onde tinha contrato permanente era na Caputera, em Laguna, no período de carnaval.

Além do seu conjunto, ainda fazia parte da banda de Jurê Borba, delegado de Criciúma. A banda era formada por instrumento de sopro, diferente do seu conjunto. A banda tinha grande cartaz na região e os músicos tocavam todos uniformizados.

Seu amor pela música o fez professor de gaita. Era instrutor da Casa das Gaitas, mas ensinou muitos alunos em sua própria casa. Uns se seus alunos foram o Hilário Fontana e seu filho Ci (Joacir).

Com seu companheiro e amigo do Bairro São Simão Salvato Bitencourt, formavam uma dupla de gaiteiros. Animavam os bailes da região, principalmente, as domingueiras. Os dois iam tocar nos salões da região de carroça. Quando iam tocar em Rio Maior, em Urussanga, era quase um dia de viagem.

Quando comemorou 80 anos, as filhas organizaram uma festa surpresa. Nesta festa, convidaram um amigo do antigo bairro Tonin, Zé Regino. A emoção do encontro foi grande. O amigo, como conhecia seus dotes artísticos, pediu que tocasse a gaita. Atendendo o pedido e incentivado pela filha Neide, que começou a tocar violão, Dico tocou a gaita, relembrando seus tempos de músico.

Frederico era uma pessoa calma, tranquila e com muita paciência. Mesmo, frequentando os bailes, sempre foi responsável pelas suas obrigações com a família e com o trabalho.

Assim que começou a trabalhar na mina e com as economias que conseguia tocando nos bailes, foi juntando dinheiro, que era guardado num cofre de madeira, onde tinha apenas um furo para colocar o dinheiro. Ainda jovem, com 17/18 anos, com a economia que conseguiu, comprou o terreno e fez uma doação para o seu pai, onde a família passou a residir. Antes do falecimento da mãe, o terreno foi passado, com uso fruto, para Frederico. Tempos depois, a mãe faleceu e o pai ficou morando com Frederico por mais 13 anos.

Em São Simão, conheceu Jecioni, filha de Manoel Inácio de Souza e de Daltina Fernandes da Silva. Nascida em 30 de julho de 1937, em Santa Clara, Orleans.

Com dois anos de idade a família de Jecioni mudou-se para São Simão, para pai  trabalhar na mina. Frequentou a escola em São Simão até o segundo ano primário. Com sete anos de idade, com a aposentadoria de seu pai, a família foi morar em São Ludgero. Não gostou do local e retornou para São Simão, morando com sua irmã, Laura.

Com 14 anos de idade fichou-se na escolha de carvão na CBCA, na mina de José Daros. Foi a última escolhedeira a exercer esta atividade nesta mina. A partir desta época o carvão passou a se entregue bruto, não precisando mais da escolha manual. Exerceu a atividade de esolhedeira por 3 anos, até a idade 17 anos.

Frederico já conhecia Jecioni, por morarem no mesmo bairro. Nos bailes em que Dico tocava cruzavam olhares entre si – olhar de jacaré, diz Jecioni – porque os jacarés olham de longe. Com a troca de bilhetinhos, o namoro se consolidou e, depois de um ano, casaram-se em Cocal do Sul. Como era difícil namorar naquela época, principalmente, porque a sua irmã era muito rígida nesta questão, resolveram casar logo. Dedicou-se sempre à família, na criação de suas 7 filhas. Mora até hoje em São Simão.

(Informações e foto fornecidas pela esposa Jecionir e pelas filhas Elizabeth e Neide)

DESCENDÊNCIA DE FREDERICO SASAM E JECIONIR MARIA SOUZA

  1. VOLNEI, falecido com 6 anos de idade
  2. ELIZABETH, divorciada de Célio Ghedin
  3. MARGARETE, solteira, falecida
  4. SONIA REGINA, casada com Laudeci Apolinário
  5. NEIDE, casada com Dirceu Moretti. Filho: Bruno
  6. NAZARETE, casada com Egiberto Búrigo. Filhos: Egiberto Filho e Fernanda
  7. ELIANE, casada com Egnaldo Rosso. Filhos: Roger e Giorgia Lauren
  8. ELIETE, casada com Valdecir da Conceição. Lara

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